segunda-feira, novembro 19, 2007

O Euro

Como é que o potencial das famílias portuguesas para o poder de compra está em recessão? Dois factores fundamentais… o valor do euro e o acondicionamento da relação com a Europa… é certo e sabido que houve um referendo para a moeda do euro ser a moeda portuguesa, a família em redor da mesa com várias gerações ficou-me na cabeça, a velhinha, os progenitores e filhos foram uma adenda que puxou o cordelinho ás pessoas a mentalizarem-se que juntando-nos á Europa estaríamos a sair da cauda dos países menos desenvolvidos da Europa… o verídico é que isso trouxe-nos grandes transtornos monetários e tristeza, porque se falta dinheiro e não fazemos aquelas comprinhas base lá para casa, isso trás-nos tristeza na barriga… onde quero chegar, é que, a chamada bica, passou dos 70 escudos para os 100 escudos, actuais 50 cêntimos, os cigarros aumentaram exponencial, e desengane-se quem ache que as compras do supermercado, que também aumentaram muito, habituámo-nos a chamar de cêntimos e esquecemo-nos do escudo, particularizar-mos-nos na potência Europa e vários sectores foram prejudicados com isso, os salários equiparam-se quase que fielmente do valor do euro para o escudo, um pacote de açúcar, farinha e ovos aumentaram sem se dar conta disso, uns cêntimos a mais, coisa pouca, mas todos os dias… quer-se dizer, ao fim da semana dava para voltar a comprar as mesmas coisas se os preços fossem praticados em escudos, quisemos avançar, e isso trouxe nos uma crise e falta de medo, enganosamente de entrar num hipermercado, os portugueses endividaram-se e agora têm medo de gastar dinheiro, o que acontece? A economia do país foi-se! E agora atribuem-se culpas ao governo que não aumentam salários e que diz a verdade, que o país está em recessão financeira… e a culpa? De quem é? Da falta de sensatez patriótica nossa, de um vulgo cidadão que vais ás urnas porque se deixou levar pela estratégia de conformar as pessoas menos cultas a pensarem que isso nos ía trazer desenvolvimento, pois… a verdade é que somos um país pequeno e de gente burra que vê televisão a mais e não sabe fazer uma selectividade da informação que uma campanha publicitária pode fazer em relação á nossa crise orçamental familiar, hã? Penssemos nisto!!!! Depois… não temos dinheiro e pedimos ao Durão para dar uma mãozinha e mandar uns guitos a nós portugas, não seria melhor se fossemos mais discretos como o João Jardim, fossemos autónomos e produzíssemos para nós? Estamos mesmo dependentes das decisões das maiorias democráticas de Bruxelas…. E isso? É LIBERDADE?

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